<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121787608831529170</id><updated>2009-11-09T18:49:15.875-02:00</updated><title type='text'>Café cultural e charutos</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Jordan Duailibe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10012711984279240503</uri><email>jordanduailibe@yahoo.com.br</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>73</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121787608831529170.post-6019944005892617738</id><published>2009-11-09T17:35:00.003-02:00</published><updated>2009-11-09T18:49:15.881-02:00</updated><title type='text'>Calma sem lembranças</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Guardei meus quartos confusos em garrafas sem cores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Em nada driblei meu mundo que ressoa,hoje sou profundamente melancólico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Não mando notícias, não vejo estrelas no escuro, e sabe lá aonde vai meu coração&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Dizem que o sentimento é fácil encontrar,que se cobre por vidraças experientes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Nada invento,apenas preencho canções por lápis,e se sabe a interceptante leveza...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Tenho murmúrios esquecidos que não quero repousar,arrancar minha agonia que priva&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Toda vida ou minha morte,eu lavo meus anúncios no silêncio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;E queria tanto que soubesses o amanhã...Mas tua voz aborreceu,seu corpo gelou&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Hoje você dormiu a tarde inteira,misturou sonhos com tombos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Nem sequer explicou a sua natureza,já perdi todos os recursos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Toda ciência moderna meu amor,não compraria passagens para teu entendimento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Já censurei minhas regras por novembro,já esperei lembrança de mortos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Imagina,eu deserdei o moço desejo por horas que não cumpriu;a carne sabe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Sou infinitamente ouvido dos desertos de árvores,do dinheiro falido,da dor engolida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Permaneço pelo calar,por fronteiras proibidas,por vocábulos pobres que o rosário não comprou&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Os ensinamentos são falsos,a música não é celebrada,e o artista sempre é esquecido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Nem vamos somar os prazeres pelo cartório,e assinar os olhos para um novo avião&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A fome dos passos imagina inquietações,sombra habitável da meia voz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Não vou beber meu universo por inteiro,nem querer tão cedo o teu cheiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Só quero anunciar meus risos por paredes tortas,ou conservar horas parando o relógio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Roerei metade do meu coração,para manter a louca concentração da ausência...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;blá blá blá...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121787608831529170-6019944005892617738?l=cafeculturalecharutos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/feeds/6019944005892617738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121787608831529170&amp;postID=6019944005892617738' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/6019944005892617738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/6019944005892617738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/2009/11/calma-sem-lembrancas.html' title='Calma sem lembranças'/><author><name>Jordan Duailibe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10012711984279240503</uri><email>jordanduailibe@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05537729289385334192'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121787608831529170.post-3509211442026316389</id><published>2009-08-28T20:13:00.005-03:00</published><updated>2009-08-29T22:22:00.380-03:00</updated><title type='text'>Natureza de questões</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;[Procuro abordar primeiramente, que este antigo texto meu; hoje já não me procura soar com as mesmas notas...E que por medidas perfeccionistas;procurei lapidar ao máximo e de outras formas até chegar um senso comum mais gritante e destinado das linhas de hoje...Algo de me redescobrir por novos e límpidos papéis...]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Ela se espalhava toda em mim de devaneios,acalmando certa consciência desolada,empolgada;personagem infernal de imaginações comendo meus transes insanos.Vadia de toda promiscuidade comparável que mergulha no aniquilamento da pele,do sexo;de exercício de gostos e instintos prematuros na hecatombe de prazeres.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Com seus milhões de motivos bobos,loucos,agressivos para viver e transmitir à noite passante.Seus pés quentes deslizam e rondam meus tapetes velhos e apreendidos de passos,com sensações apertadas de libido;invadindo e invadindo todos os meus segredos que odeio guardar,e como odeio guardar...Vai ficar mais uma noite e na seguinte atropelará minhas narinas com seu gosto doce de cabelos,vasculhará meus canais do coração,beberá de minha política aguda,de meus pecados não confessados,do sujeito inesperado que brinca portas... Seviciará minhas costas sofregamente doídas do sol,das mensagens que abandonei por continentes,de poltronas que descansei por deixar de escrever.Vai me disparar sua saraivada de beijos vermelhos e molhados, colando a carne forte e conhecida entre humores maravilhosos,entre uma saliva física e outra encontrada por sobressaltos,provável instante de sangue,da máquina de desabafos.Será um carimbo branco de ternuras,um descontrole preocupado e suspeito,gerando histórias e histórias completas;edifício de experiências que impressiona,e mais tardar será fome na madrugada...O cheiro de shampoo entre as gotas d’água,nossas vestimentas tão pesadas,meu trocar de meses de vinhos e som... O trabalho e jogo do amor,teu batom na minha gola,olhos fechados pro desejo,fantasmas graduais na minha escada que não creio,tua cabeça precoce nos ombros do meu ensejo...Pescoço,face trêmula,dentes,estudo de memórias,de ego,do jardim esquecido na dispersa dos braços,das mudanças de barco,do contra-senso dos loucos que sabem não ter esperanças.Minha disciplina concentra toda tua oferta tentadora e escrava do apetite gregário,refreando o sono febril que ainda se toma pela vitrine dos músculos,na face rígida, retesados e maciços sobre a cama.Heroína criativa de retratos e lembranças,tanto na ordem da memória adesiva,como no controle dos sentimentos...Tudo se faz por mais,crescido; quando no perdoado de desculpas à sentimentalidade floresce.E ali que eu;devidamente fisgado, abraçado pelos teus mistérios incautos,rabisco na melancolia uma soma de atenções fingidas...Você sonha em poder voltar tão somente por tantos erros,tantas falhas inúmeras e ridículas,tanta infantilidade cegante,que brinda vez ou outra minha resistência da reconquista.A fumaça colubrina adormece pelos tijolos expostos, minha xícara de textura branca já nem é mais branca.Assim como o drinque que contrasta com seu amargo pesar,minha “espelunca” de idéias e fôlego e saliva,morrem nos olhos do escritor.Talvez seja outro amor de outro dia,talvez eu ame em Viena...Ou deixo os projetos de anos numa gaveta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;De qualquer maneira sintonizo e executo a forma primeira do coração, carregado de desesperos,arquitetura,doses criminosas,pedra na corda,sedução.Penso em tudo e tantas...E pelo reinar de matérias, são apenas alegrias enrugadas,eternizando opiniões.Tua boca adoça minha dores,aventurosa e acontecida criação de vontades...Enquanto que tuas pernas brincam com minhas mãos que ondulam pelas formas.Atropelo qualquer disparate de dar-me por vencido, no que teima o flagrante de vergonhas ser armadilha...Não sei mais o que é suor ou saliva...Não sei mais o que é calor ou luz do quarto...Ainda atendo progressão de fantasmas na escada,com maior gerência reaparecida...Como um ser mais perto e presente que lhe clama toda atenção, tentativa de direções dramáticas que transbordei.Que divide o resto do cigarro nos dedos da mão;e o restante de qualquer bebida quente pelos pedaços de envelope que espalhei no lixo... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;blá blá blá...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121787608831529170-3509211442026316389?l=cafeculturalecharutos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/feeds/3509211442026316389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121787608831529170&amp;postID=3509211442026316389' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/3509211442026316389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/3509211442026316389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/2009/08/natureza-de-questoes.html' title='Natureza de questões'/><author><name>Jordan Duailibe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10012711984279240503</uri><email>jordanduailibe@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05537729289385334192'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121787608831529170.post-8884639825126287179</id><published>2009-07-23T10:46:00.017-03:00</published><updated>2009-07-24T17:51:29.148-03:00</updated><title type='text'>Bênção de águas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;A chuva que bate no vidro é: bem clara,bem rasa,materna.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Sensibiliza e acentua todas as extremidades das retinas.Caminha serpenteante e de diferenças,quase invisível.Uma velha escala de veias aquosas e desabotoadas,que vão desordenadas pelas mudanças inconstantes do vento,na inquietação do misterioso cenário de choros e de tantas nuvens sortidas...Talvez de enlouquecimento?!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;É um transe estranho que abriga prédios e guarda-chuvas,carros contorcidos nos sinais,ruas sem asfalto que respinga lama.Persegue uma ordem inversa,uma vontade impressionada,de correr suave como afago,tudo com arte,ou seria isto pura charlatanice?Sim,porque tem aquela coisa de saber montar desenhos bonitos,perfeitinhos,na decalcada superfície da criação.As estatísticas nunca abandonam ou falham,os pingos d'água que se rebatem na casa,é sempre véspera de cama ,sonho e mansidão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;São corpos sem dignidade que se rasgam como kamikazes num ataque, que não tem nenhuma compaixão,se arrebentam no granito áspero,nas janelas espaçosas,na plantas desprotegidas,nos passarinhos que extinguem asas.Vão gritar suas fraquezas sem ter medo,sem renúncias num alpendre qualquer,um obssessivo espírito senhor que adora pregar seus sinais.E que parece deixar relevar: quem saiba mensagens criptografadas,no contato da visão?Sim,porque gostam de fazer valer a sua presença.Estão ali tais pontos,maiores ou menores,grossos ou finos,linhas pisoteadas ou incertas.Aquela vírgula certinha ali por exemplo;já bem produzida,você já reparou?Não viu?como não viu?Ora,ela está bem ali, mais do que resolvida até,fazendo seu balé aerodinâmico,ainda não?Tudo bem,tudo bem,vamos fazer de outro modo.Tenta enxergar um pouquinho mais além,mais perto,isso,desse jeito.Talvez isso possa ajudar em algo.Veja;ah!Olha lá;sim,lá está a figura...Ao lado daquele 'L' alcançante e narcisista,com pinta de nobre euroupeu com título.Que faz companhia ao 'O' separatista, marcando seu território em grande metragem.Aqui ninguém passa,este lado é todo meu.Um ponto de exclamação vê tudo de cima, mas não fala nada,de tamanha surpresa que recebe o recado.O 'A' subnutrido até tenta,mas desiste rapidamente quando percebe que vai apanhar bastante...Em tudo vai se lapidando,sem demora,montando várias marcas segmentadas no corpo vítreo.Construindo enigmas formidáveis,até se tornar uma quase possível escrita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Ficamos impelidos e acostumados,com aquela doce música histérica conhecendo paredes,estacionando umidades na mesclagem da sujeira da fumaça dos carros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;E por falar em carro?O meu está bem ali estacionado, daqui dá pra vê-lo muito bem,vermelho com a lataria arranhada,placa de Belo Horizonte,com adesivo de carta de baralho na lanterna esportiva traseira do Gol.Vai sendo cerceado por fontes marrons e fortes,lavando pneus,banhando metal,condenando sua saída do local.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Fico agradecido e um tanto estranho por aquele relato de compreensão da natureza,de me tornar mais insistido e adequado...Quando então eu descerei pelas escadas,e tirarei os sapatos e meias,pisarei o chão público e preencherei o meu emprego naquele espaço inerte,onde a água que assina e chora,faz carreira turbulenta por meus ombros limpos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;blá blá blá...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121787608831529170-8884639825126287179?l=cafeculturalecharutos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/feeds/8884639825126287179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121787608831529170&amp;postID=8884639825126287179' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/8884639825126287179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/8884639825126287179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/2009/07/bencao-de-aguas.html' title='Bênção de águas'/><author><name>Jordan Duailibe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10012711984279240503</uri><email>jordanduailibe@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05537729289385334192'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121787608831529170.post-1864813088051158413</id><published>2009-07-15T17:17:00.026-03:00</published><updated>2009-07-23T10:34:34.210-03:00</updated><title type='text'>Própria criação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Mais de repente ele lança um olhar abandonado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Aquele certo olhar retratado e sufocado superficialmente no espelho, que reflete e cala e salva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Negocia sua orquestração de expressões em partes, bem no meio da teia de aranha exposta e aberta pelo sapato agudo, lançado nos calcanhares impróprios do mau humor.Não existe talvez filmes ou fantasmas que caiba no seu escritório adolescente de peito,ele nunca quis comprar qualquer tipo de briga,qualquer começo curioso de intrigas.Pegou a primeira cadeira que encontrou,acreditou no drinque e cantou.Na mistura do mobiliado da casa,frases agressivas e serpenteantes dum batom rubicundo decoram paredes úmidas.&lt;br /&gt;Procurou lê-las cegamente, passeando os dedos suados com a mais pura discrição e calma.Compõe uma caligrafia proprietária de letras pequenas,são recados tremidos e frágeis,que invoca uma sinfonia rara de desabafos e instintos o qual nunca esperou.&lt;br /&gt;Entre um gole e outro correspondente,onde o gelo teima a beijar os lábios e investigar a grossa saliva,onde o malte se aprimora na cura do cérebro desassistido;ele vai se guiando discretamente nos tamborilamentos dos sons ocasionais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Acontecido,desordenado,desligado,incauto...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Entre a salgada dor na pele disparante,e seu crescer sem navios...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Preenchendo e conduzindo verdades proporcionais ao quase nulo naquele momento.Estar perto das respostas já não fazia qualquer diferença,qualquer soma dourada,qualquer invenção separada de seu conhecer.Abriu o armário e para sua surpresa desguarnecida,num canto escondido da gaveta,ainda acomodava três roupas etiquetadas,roupas que ela mesma nunca iria usar...ele bem sabia...&lt;br /&gt;Tentar criticar?Tentar escrever naturalmente?Nem pensava nisso.Sabia que carregaria uma corda bamba na frequência de idéias que a madrugada sangrava.De início até se achou sentimental,mas tudo era campo e maniqueísmo de ironias,logo internou abruptamente o coração mais cedo.&lt;br /&gt;Era estranho e detestável ser observador da solidão,que continuasse todos os outros planos teatrais,todas as camaleonescas bandeiras de fases;mas que se levasse embora esta germinação do sozinho.&lt;br /&gt;Deixou o seu cheiro e sua cidadezinha na cama,seus abraços colados e conversa no ouvido,deixou seus cabelos para outros namorarem... E noite passada lhe revelou tantos sonhos desperdiçados.Para e adormece no túmulo dos processos,quem saiba a ressaca da amargura não seja tão desastrosa como sua criação...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;blá blá blá...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121787608831529170-1864813088051158413?l=cafeculturalecharutos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/feeds/1864813088051158413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121787608831529170&amp;postID=1864813088051158413' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/1864813088051158413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/1864813088051158413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/2009/07/propria-criacao.html' title='Própria criação'/><author><name>Jordan Duailibe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10012711984279240503</uri><email>jordanduailibe@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05537729289385334192'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121787608831529170.post-7632463258244390776</id><published>2009-07-10T01:05:00.005-03:00</published><updated>2009-07-13T05:30:36.516-03:00</updated><title type='text'>Invariavelmente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;Estou com aquela multidão melancólica de mim,prego enferrugado apagado na massa do tijolo.&lt;br /&gt;A nova raça não faz poleiro neste canto de cabelos, mal atravessa lagos discretos,combina com esquinas homúnculas,vai soando e discutindo permissões nas incredulidades.&lt;br /&gt;Uma natureza de palavras oportunas lembram fichas sem idéias,majestática fisionomia de críticas,daquilo que me torna uma memória em embuste,um tracejo de carimbos piratas.Burocracia no papel que espreita aberto e; desordenado de tudo ataca avalanche de episódios.São nove horas da noite; e o que explana de respeitabilidade ou supresas é a mesquinha mão que não acha o telefone...Aberto para os ouvidos;este contentamento redescobrido de toques,se apresenta como gelo disposto,caminho regateado,intérprete de partituras inflamadas ou futuras...Mas nunca irei atender,pode tocar madrugada adentro...Tudo é crime de molduras,naquilo que toca o sentimentalismo mais eloquente, que inunda a mente mastigada como domínio.O telefone sempre tocará e eu não atendo,é um torpedo de curiosidades,de ordens,de eventual imbecilidade...Quem seria no gancho??!Meu pai...Meu irmão no Canadá frio?!Minha irmã com seus problemas deliberantes?Talvez um resumo de férias merecidas,de retrospectiva conhecida...Mas nada é tão preocupante quanto meus ossos, isto é fato conhecido...Que teimam em não ser flexíveis pra desordem míope que perturbo.&lt;br /&gt;Nunca irei atender ninguém hoje,as pernas e mãos aparteadas ou inquisitivas,intactas;chegando em outro assunto penoso...Abafando reprovações de direitos,condensando necessidade de bancada covarde...Devendo explicações apenas para o vinho conhecido...Nestas tantas e encurvantes balançadas do espírito,criação nenhuma talvez virá,apenas um descontrole do peito que pede prontamente saída.&lt;br /&gt;A música é convencida a sustentar sabedorias imemoriais,talvez algo que nunca irá florescer,profundezas do meu carma que se mata com o vinho tinto seco.&lt;br /&gt;Mas sei que tudo é verdadeiro,que pulsa como minha veias canalizadas e recolhidas nas sombras do protesto.&lt;br /&gt;Hodiernamente não sei quando interrompi o último cigarro,ou quando citei a última palavra pesada,sei que existe uma imensidão de campos e homens,vagando no encontro de rejeições como transe,como minutos eternos no divã adormecido.&lt;br /&gt;Eu crio frases bem abertas pelos lábios,remediando fumaças por sentenças de pensamentos vagabundos,pelas acrobacias de versos serpenteantes,pela surdina começada nos encontros.&lt;br /&gt;Deus sabe minha reprovação de habilidades,como corça ferida; planejando algo d'outro limite,imensidão de conversas pelas ocasiões,algo que na ausência lamentável de diferenças,o poeta peculiar avança locomotivas de exaustão.&lt;br /&gt;Mais está sempre vivo,criança embriônica que aninha o julgamento do raciocínio, leva nova de belezas escritas no pulmão.&lt;br /&gt;Tenho outra linguagem na gerência do corpo costumeiramente de créditos,e verdadeiramente sou feliz...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;blá blá blá...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121787608831529170-7632463258244390776?l=cafeculturalecharutos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/feeds/7632463258244390776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121787608831529170&amp;postID=7632463258244390776' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/7632463258244390776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/7632463258244390776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/2009/07/invariavelmente.html' title='Invariavelmente'/><author><name>Jordan Duailibe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10012711984279240503</uri><email>jordanduailibe@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05537729289385334192'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121787608831529170.post-2973479388837618389</id><published>2009-07-02T13:50:00.005-03:00</published><updated>2009-07-04T10:29:13.254-03:00</updated><title type='text'>Esqueletos do armário</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Não...Ele não tinha nenhum endereço assistido;e se tinha cama??A própria pele se encarregava de ser tapete no granito...Seu habitável nunca coletivizava ou compunha semanas entrantes,a não ser talvez o patético corpo,bamboleando generoso como peixe n'água verde.Um esqueleto de casa perambulante, vencido por passos e ruas estranhas...Contraindo frias paredes na contabilidade de decepções.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Furtava caixas de correio residenciais,saboreando intimidades como se fossem suas,profunda corrente de tolerâncias...Em alguns papéis respeitava lágrimas,discorria teatros agitados,cobrava beijos babosos,luxúrias práticas,receitas de cozinha mediterrânea.Noutros se via como ave de rapina exasperante, se defendendo por: pedidos,justificações premeditadas,anúncios suicidas,amizade vencida,melancolia imaginada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Convidava tudo para morar:a fumaça dos carros nas narinas,a baldeação de carros velhos pelos olhos, a saliva morta e rebitada da cachaça,os pés em garra atropelando vidros,mãos pedintes reconhecendo cédulas e níqueis,vozes asquerosas lhe repudiando nos ouvidos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Não questionava nada sobre artes,filosofia ou física,mas adotava seu disfarçado talento para a imaginação mais vadia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Era daqueles pacotes escondidos na estante ou trevo de quatro folhas escondido por plantas,nunca foi letrado mas era senhor de frases formidáveis.Estourava presumidamente por alguns minutos, para logo voltar maravilhoso por horas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Vivia por cidades,por bondes,sua ala de Bronx...Profissão?Nome?Pra quê?!Seu escritório era o aterro sem fim,e seu nome que ficasse para os homens...Ele era todo nomes...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;O que pretendia ainda bastar??Apenas ser identificação de casa perambulante,dormindo manhãs em cada quartinho rompante; que logo corresponderia melhor chamá-lo de lar...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;blá blá blá...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121787608831529170-2973479388837618389?l=cafeculturalecharutos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/feeds/2973479388837618389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121787608831529170&amp;postID=2973479388837618389' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/2973479388837618389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/2973479388837618389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/2009/07/esqueletos-do-armario.html' title='Esqueletos do armário'/><author><name>Jordan Duailibe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10012711984279240503</uri><email>jordanduailibe@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05537729289385334192'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121787608831529170.post-5985792259798776887</id><published>2009-05-13T12:01:00.006-03:00</published><updated>2009-05-13T12:50:26.213-03:00</updated><title type='text'>A casa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Minhas retinas frias e velhas perseguiam... Todos os traços finos das paredes alvíssimas do ambiente pela última vez;e como que em um reflexo agudo,transportados por ventos dúbios ou falhos,parecia que eu escutava o velho casebre dizer pelos ventos,com voz de barítono alto;que eu ficasse mais um dia.Mas havia de partir,sim havia de partir...Havia de preencher vida e aventuras em outros lugares,levar valores em outros sonhares...Havia querer em outros mundos,e o punho teimava exasperante,inerte,em girar duas voltas na chave...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Eu compreendia o fantasma das risadas das mulheres ainda nos corredores,despidas,sonhadoras,visionárias,com suas cores nacaradas de sol rasgante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Pulavam brincantes pelos quartos e varanda,como ninfas no campo.Havia o plantio de sexo em horas de suor e gemidos fartos, confortando o resquício e base da pele.Eu ainda poderia perceber...Pelos corpos e nádegas grandes sendo apalpadas,que o estímulo maior do meu ser se reconhecia...Enquanto que o membro enviava estocadas fortes como um pilão,e o rabo-de-olho delas serenizava àquele prazer preciso.Nos corredores reinavam cheiros de lúpulo e vagina,permitindo que os braços de tijolos me abraçassem o ficar.Era de uma tristeza tão forte ir...Tantas conversas bobas nas madrugadas,risos descaracterizados,tantas cervejas regadas...Tanta nicotina varrida na varanda sob a rede,entre peles,mesclado em verdades temporárias,e aquele pequeno casebre sendo cúmplice de todas as verdades ínfimas,tudo sabia...Fui com um certo amargor involuntário,com uma voz ao fundo me chamando pra que eu entrasse logo no carro,certa ligeireza áspera na despedida.E as pernas agora atravessavam o largo mato verde que se comprimia até as canelas,até a saída...Desviando-me dos cipós seivosos que furtavam o andar...Lá fora eu via os enfeites de madeira entalhados e envernizados da porta e janelas;a tinta branca já descascada e as telhas com musgo ,pareciam corresponder com um estranho acenar,uma reposta antiga de adeus.Bastava agora apenas recordar,nada mais que isso...Quando então meu corpo se projetava por estradas longínquas e escuras,investigando memórias frias na fina luz dos faróis;carregando meu espírito por cada centímetro do carnaval findo...Sentindo uma carga ampla de felicidades nos lábios... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;blá blá blá...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121787608831529170-5985792259798776887?l=cafeculturalecharutos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/feeds/5985792259798776887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121787608831529170&amp;postID=5985792259798776887' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/5985792259798776887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/5985792259798776887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/2009/05/casa.html' title='A casa'/><author><name>Jordan Duailibe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10012711984279240503</uri><email>jordanduailibe@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05537729289385334192'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121787608831529170.post-5125235236089574615</id><published>2009-04-29T02:26:00.002-03:00</published><updated>2009-04-29T03:17:48.964-03:00</updated><title type='text'>Baixa de versos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Eu tentava escrever o resto que me sobrava de versos na mesa,enquanto que aquele mundaréu de vozes, passavam servidos de política e palavras vendidas à minha pessoa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Dona Cassandra me falava sobre a costa peruana,e o exercício infindável de esperar João acabar sua última escala de bar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Eu nada entendia de lugares,mas sonhava messianicamente por Cuzco.E das estrelas; eu só lembrava os maias,que foram grandes astrônomos.Interrompi a conversa rapidamente pra mijar.Dona Cassandra ficara insatisfeita pelo cortar das frases,um leve transcorrer de olhares derrotados debatia pelo plano do corpo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Pelo caminho encontrei o Luís,dono do bar e que já não aguentava mais as frases da velha senhora,se escondia pelos salgadinhos que dizia sempre preparar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Nunca a pessoa é tão feliz quando consegue achar o banheiro,pra alguns lugares é um verdadeiro arquétipo de labirinto de Fauno.Um cartaz com letras graúdas em piloto,dizia que a luz não funcionava,mais do que comum isto acontecer,mas queria por obrigatoriedade minhas três rodelas de limão fatiadas na cerâmica,misturando-se no aliviamento da bexiga.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Aproveitei pra tentar acender um cigarro no escuro...Na chama do isqueiro lia palavras clássicas de porta,e o mesclar de tabaco e uréia apoderando a saída.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Dona Cassandra ainda ficava ali inerte,esperando qualquer coisa pra falar de João,e eu com as minhas ditas numerosas frases na cabeça,esperando o momento mais certo pra continuidade...Era uma briga desesperada entre frase e fala,convenientes do desabafamento humano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Por fim pedi minha última cerveja,Luís não quis vender-me...Ele não sabe o quanto me ajudou...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;blá blá blá...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121787608831529170-5125235236089574615?l=cafeculturalecharutos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/feeds/5125235236089574615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121787608831529170&amp;postID=5125235236089574615' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/5125235236089574615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/5125235236089574615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/2009/04/baixa-de-versos.html' title='Baixa de versos'/><author><name>Jordan Duailibe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10012711984279240503</uri><email>jordanduailibe@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05537729289385334192'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121787608831529170.post-3575866213069293014</id><published>2009-02-08T22:04:00.003-02:00</published><updated>2009-02-08T22:27:22.523-02:00</updated><title type='text'>Pré-carnaval</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Convivíamos no pré-carnaval,ela com seu Bacardi carta branca,e eu com minha velha Brahma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Ela fumava Gudan garan e eu permanecia no filtro branco.Entre fumaças estranhas e líquidos diferenciados,o sabor de nós valia mais alto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Ela me mostrava o seu grande anjo tatuado nas costas,um símbolo Harley Davidson que amava.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Eu ainda ficava naquele medo gritante de agulha.A marchinha ia passando e os passos iam se fazendo,mistura de foliões e uma Kombi velha antiga.Eu vivia o meu papel de Eduardo e Mônica pós modernista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Ela contava coisas da Espanha,Dali e Père-Lachaise,e eu mal tinha dinheiro pra sair do país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Ela queria casar e eu detestava Coca-Cola.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Matamos o resto do filtro branco.A banda ainda se permitia e nossos pés iam seguindo...Me pediu um beijo e eu investi dez...Depois me ofereceu o telefone,mas eu insisti num vinho em casa,e nós nos entendíamos bem;melhor que os travesseiros após o sono...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;blá blá blá...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121787608831529170-3575866213069293014?l=cafeculturalecharutos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/feeds/3575866213069293014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121787608831529170&amp;postID=3575866213069293014' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/3575866213069293014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/3575866213069293014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/2009/02/pre-carnaval.html' title='Pré-carnaval'/><author><name>Jordan Duailibe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10012711984279240503</uri><email>jordanduailibe@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05537729289385334192'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121787608831529170.post-7141209180655299225</id><published>2009-02-04T14:41:00.019-02:00</published><updated>2009-02-04T17:11:03.164-02:00</updated><title type='text'>Impossível remédio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;Marcos vive com suas interrogações ruidosas e tremuras chatas no bar, o cheiro que segue no ambiente é uma mistura de vômito e ovos coloridos.Combina seu tempero de: tabaco,lêvedo e cocaína;como se isto despertasse a versão mais enfeitada de suas alegrias.Já não sente cheiro de nada,nem de seus pedaços médios correrem como detergente pelo azulejo.Vai se odiando e inchando,varrendo a demência do corpo autocometido, no balcão azul.Não toleraria nunca mais romances e nem seus tímidos papéis de cinema,que vez ou outra apagava a fome doentia.Diante de seus pés mortos ou duvidosos,a impressão que Marcos tinha,era que seus degraus de diminuto cidadão,chegavam até à altura da maçaneta, mas ali não havia nenhuma espécie de saída pros sentidos.&lt;br /&gt;As putas logo lhe cercavam como fantasmas barulhentos,tempestade de albatrozes formando uma ciranda carnal sobre sua cadeira,dança confusa que atacava seu tesão,gratidão de olhares que preocupava ilusões.Enlaçavam vozes armadas e faiscantes no ouvido,um rebolar sensual em seus índigos blues minúsculos.&lt;br /&gt;Tocavam com mãos cheirosas nas barbas incomodantes,depósito de sexos descarados e libertinos,que presumiam as vontades miúdas,que se seguiam em gargalhadas repetidas, passeando a mente que se perdia...Girando tudo,sua libido repentina,girando percentagens de vaginas que querem seu valor.Uma,duas e três voltas elas fazem,sem embaraços...Elas são tão agressivas,e Marcos gira com elas,elas giram com Marcos,a cadeira gira com ambos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;Ele espera exclamações de gemidos,dinheiro atravessado,sarjeta na manhã do dia seguinte.Se perde em horas pelos decotes,a ciranda quente lhe absorvendo todo o apetite de ações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;Elas vão até um limite de chão,e voltam mais fortes como procissão,lhe abraçando músculos e beijos insistentes,um círculo incansavelmente flutuante,são mulheres mal conhecidas,dadas pra vida,presenteando melodias tardias sob seu olhar ponderado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;É freguês de vícios,acreditado e incrédulo dos gêneros humanos,quer apenas a fenda vertical que protesta o pau,quer uísque para discutir a poesia não estando.São vitrinas de academia férteis,de silicones saltados,de pinturas significadas ou nada significadas,rodeando seu coração contabilizado...Quantas notas fartará calcinhas pela sua felicidade cassada,quantas carreiras irá filosofar seu sorriso imbecil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;E lhe pinta na sombra das retinas:pernas,bundas e bucetas...Sutil suficiência de cena.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;Vai querer meter mesmo estranho,mesmo curioso por recepções e motéis,Marcos vai querer meter com força,sem diálogos ou trabalho,sobrevivente da palavra(fuder)...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;Não pisca olhos,é intruso de sua nojentice,vai querer gozar sem texturas,sem nada de lábios,nada de resistência,vai espirrar sua porra por caras,beber sua graça nas pequenas ausências...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;E fazer as putas beberem de seu esperma como prêmio.Depois recolherá discos e tocará um tango pra esconder seus mistérios,ele já sabe que é amigo do rei...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;blá blá blá...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121787608831529170-7141209180655299225?l=cafeculturalecharutos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/feeds/7141209180655299225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121787608831529170&amp;postID=7141209180655299225' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/7141209180655299225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/7141209180655299225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/2009/02/marcos-vivia-com-suas-interrogacoes.html' title='Impossível remédio'/><author><name>Jordan Duailibe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10012711984279240503</uri><email>jordanduailibe@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05537729289385334192'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121787608831529170.post-2279440292798888475</id><published>2009-01-28T09:47:00.008-02:00</published><updated>2009-01-28T14:24:38.515-02:00</updated><title type='text'>Balcão de palavras novas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_e7cwEOq37WY/SYCGsh2t1II/AAAAAAAAARo/HyzVLQjj1Dc/s1600-h/palavras[1].jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296381261347935362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_e7cwEOq37WY/SYCGsh2t1II/AAAAAAAAARo/HyzVLQjj1Dc/s400/palavras%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;O céu carrega um plúmbeo espaço de chuvas,uma cortina de aço se desprendendo por detrás dos prédios medianos,e que desenha na fina camada do vidro,gotículas fragmentadas morrendo suas composturas no frio retângulo.Tudo é cômodo nesse horário,e as paredes são sitiadas de saudades justificáveis,daquilo que eu nunca quis apreciar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Eu tomo pílulas pra dormir,num exercício queixoso e corriqueiro de ausentar minha lição de sofrimentos, e copiosos poemas imemoriais. Parece que estes, se transformam numa primitiva novela de escândalos e sexo multiplicado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Mas nada de mim dorme,nada mesmo.Flutua sim; em desnecessidades de alegria,desligando minha pobre pele comum na objetividade das amarguras.Não existe beleza adivinhada e nem profundidade de corações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Existe apenas três cigarros desistidos no cinzeiro,e uma maçã pela metade, resistindo a próxima mordida do frequentador.&lt;br /&gt;Meu instituto nacional do amor não liquida seus honoráveis volumecos.Fica por aí excursionando sensibilidades,uma procura por vezes inútil,correndo saudosas leituras de beijos e lugares a que pertenci.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Ela vem como uma serenidade quase econômica, tentando se espalhar como notícia curiosa,inventiva,inversamente proporcional as melodias de meu viver.Fazendo-me tropeçar sobrivente por paixões semanais,rendendo-me batalha de gozos vendidos e amassados na cama.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Os jornais não contam nada de novo,assinala mais propostas de omissão do que dicção, nos seus satélites de informações vazios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Francamente não saboreio os anos velhos,mas eles se cavam e se abrem desaparecidos e descobertos, e nos golpeiam;com um azedume de ilusão e mistérios que; a mente procura surpreender em manhãs distantes como essa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Não tem nada de notações ou confissões,um passatempo de conto que se esvaziará mais tarde como as nuvens navegantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Eu quero apenas dormir e não me decidir por nada,a diplomacia permissiva que espere minhas oito horas negociadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Tento uma visão gratuita e uníssona,madura nesta compra continuada da carne ser feliz,mas eu não assisti nenhuma aula,e meus estudos morrem comigo,bem aqui dentro,infinitos e sem respostas.Um balcão ordinário de palavras novas,em que a boca profere poucas letras vergonhosas, na bonita sustentação da chuva...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;blá blá blá...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121787608831529170-2279440292798888475?l=cafeculturalecharutos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/feeds/2279440292798888475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121787608831529170&amp;postID=2279440292798888475' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/2279440292798888475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/2279440292798888475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/2009/01/balcao-de-palavras-novas.html' title='Balcão de palavras novas'/><author><name>Jordan Duailibe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10012711984279240503</uri><email>jordanduailibe@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05537729289385334192'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_e7cwEOq37WY/SYCGsh2t1II/AAAAAAAAARo/HyzVLQjj1Dc/s72-c/palavras%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121787608831529170.post-6453686072804266765</id><published>2009-01-27T14:45:00.008-02:00</published><updated>2009-01-28T14:28:09.271-02:00</updated><title type='text'>Compreensão</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_e7cwEOq37WY/SX8_JmtJ7RI/AAAAAAAAARg/1DxFFhNFz-Y/s1600-h/copo_quebrado2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296021121052306706" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_e7cwEOq37WY/SX8_JmtJ7RI/AAAAAAAAARg/1DxFFhNFz-Y/s400/copo_quebrado2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;O copo voou na direção do quadro vermelho da sala,adiantando milhões de pedaços de vidro sobre o tapete.&lt;br /&gt;-Mentira,você nunca estaria apaixonado por mim,seu grande mentiroso!-Assim ela se fez de rogada, e protestou veemente contra todos os meus sentidos,acusando o dedo em riste e, passeando os dedos finos sobre o quadro atingido, como resultado de estatística.&lt;br /&gt;Ela aposentava decerto,com flagrada violência; toda aquela minha gentileza sábia dos dizeres.Nem pude alegar testemunhas,ou guardar meu último remédio jurídico como recurso.Sua caneta burocrática da fúria,sentenciou-me no cumprimento da pena ao limbo.&lt;br /&gt;Aliás;eu nunca entendi destas estratégias femininas,estas doces implicações feminis e vis,que quando não eram condescendentes pra uma grosseria bruta,aniquilava todas as minhas ofertas de amor.&lt;br /&gt;-Você tem outras ouviu,outras...!!-E continuava a dardejar-me com seus olhinhos miúdos e confusos,censurando-me o ninho de idéias.-Bando de sirigaitas pintadas,isso é que elas são!Sou mulher direita,sisuda na vida,não admito fazer parte deste barco.Ah,apaixonado!Sei muito bem o teu apaixonado meu querido!&lt;br /&gt;Deixei as mãos nos bolsos,escorado ao mundéu estrangulado de meus vocábulos,retraindo minhas letras que se permitiram a ficar cada vez mais inconsoladas,todas morando nas vitrines das expectativas.&lt;br /&gt;Andou metros na minha direção, com seus quadríceps morenos e saltados à mostra.Socou-me bem forte o peito,três vezes repetidamente,sem que eu pudesse dar nenhuma base de resistência;pra mais tarde derramar lágrimas no meu ombro, e cobrar de mim uma vida diferente.&lt;br /&gt;E naquela mistura louca de:raiva,desabafo,sensualidade implícita e perdões inacabados,confrontamos os perfumes dos corpos e desempatamos agonia de êxtases nos lábios encarnados e queridos.Um alvoroço profundo de mordidas e cego romance, que sorriria cada vez mais faminto pra cama.Que pedia sua verdade de travesseiros e lençol molhado,na tua endurecida voz que agora anunciava gemidos rápidos.&lt;br /&gt;O entender não era necessário,o estar sim...E na longa crescida do sexo,entre estar e não estar,o orgasmo rasgou cheiro de ambos no quarto.&lt;br /&gt;Já era manhã,e o sol chispava seus primeiros raios pela fresta da janela velha,eu apenas observava ela dormir...Com uma querença ilimitada,um carinho infantil a se perguntar sempre,um anjo se acomodando nos sonhos e nos meus embaraços...&lt;br /&gt;Quando acordasse,recomeçaria novamente com todos os seus discursos...&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;blá blá blá...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121787608831529170-6453686072804266765?l=cafeculturalecharutos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/feeds/6453686072804266765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121787608831529170&amp;postID=6453686072804266765' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/6453686072804266765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/6453686072804266765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/2009/01/compreensao.html' title='Compreensão'/><author><name>Jordan Duailibe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10012711984279240503</uri><email>jordanduailibe@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05537729289385334192'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_e7cwEOq37WY/SX8_JmtJ7RI/AAAAAAAAARg/1DxFFhNFz-Y/s72-c/copo_quebrado2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121787608831529170.post-5881927368797621724</id><published>2009-01-22T13:38:00.004-02:00</published><updated>2009-01-27T06:58:28.009-02:00</updated><title type='text'>Inteiro no soneto</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_e7cwEOq37WY/SX7MpnldQuI/AAAAAAAAARY/IHHdk8RPLZg/s1600-h/escrevendo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295895227207074530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 340px; CURSOR: hand; HEIGHT: 310px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_e7cwEOq37WY/SX7MpnldQuI/AAAAAAAAARY/IHHdk8RPLZg/s400/escrevendo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;Meu quarto é um cemitério de folhas lápide...Ao chão se recolhem estes milhares de picotadinhos brancos,que mais parecem confetes de carnaval passado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;Olho pra parede,e na altura do mapa em relevo amarelado,prevejo todos aqueles pontos pretos de cidades, cidades que enterro os meus sonhos,e que ainda hei de seguir por lá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;No espelho eu percebo um rosto órfão,a pele já foi morta em outros verões cegos e apagados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;O que me narra melhor conhecido agora,é esta lâmina que se escorrega nas paredes das maçãs,indo e vindo em regiões de pêlos,no corte duro que desenha um vermelho, pras futuras comunicações emergenciais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;O meu silêncio é um tempo diferente,e nem o relógio sabe captar minhas letras separadas,ele está ali parado,revoltado,sem montar os seus ponteiros como tarefa.Mas no entanto;respeito sua presença de dias ao meu lado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;A vida é tão engraçada com sua pré-história,quando crianças sonhamos em ser adultos,e quando adultos,nos cabe uma alvenaria de sonhos pra infância.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;Nunca sabemos ser quem queremos ser,nunca acertamos as contas em dias certos pra pagar.Seria bem mais fácil eu esquecer isso tudo,embarcar sem futuro,em algum daqueles pontos pretos que sempre me esperaram como espectros isolados...Mas eu não vou,eu sou um José,e duro neste ponto de terra não opero nenhuma reclamação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;O lápis não costura nenhuma letra feia na minha infância,nenhuma.Não costura uma palavra no espelho,este que me implora qualquer tipo de roupa como imagem,a andarilha carne que viajou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;Lembro da minha professora de jardim,tão bem vestida,com um laço azul de seda no pescoço;e seus cuidados tão especiais e coloridos,em que pegava forte nossas mãozinhas,e saía a deslizar linhas redondas que logo montavam rumores de soneto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;Ou quando passava horas no egoísmo do pente, antes de ir pra escola,entre dez ou doze passadas pelos fios,fartura de madeixas que hoje me faz seca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;Nosso testamento de maturidade,nem sempre reconhece aquela beleza feita,transferindo outras salas de histórias e vírgulas,outro caminhar razoável,pra encaixar esta nossa tamanha perda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;Hoje o espelho toma o meu lápis curto, e escreve tudo errado,só pra me irritar,só pra me aborrecer completamente,porque já não me conta uma só vitória-pedaço,eu que ainda tenho tantos pontos pretos esparsos,por conhecer...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;blá blá blá...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121787608831529170-5881927368797621724?l=cafeculturalecharutos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/feeds/5881927368797621724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121787608831529170&amp;postID=5881927368797621724' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/5881927368797621724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/5881927368797621724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/2009/01/inteiro-no-soneto.html' title='Inteiro no soneto'/><author><name>Jordan Duailibe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10012711984279240503</uri><email>jordanduailibe@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05537729289385334192'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_e7cwEOq37WY/SX7MpnldQuI/AAAAAAAAARY/IHHdk8RPLZg/s72-c/escrevendo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121787608831529170.post-1515099332777075016</id><published>2009-01-15T23:52:00.003-02:00</published><updated>2009-01-16T00:41:24.417-02:00</updated><title type='text'>Amnésia</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_e7cwEOq37WY/SW_zymm1hXI/AAAAAAAAARE/Z-0o2hsxUcI/s1600-h/esquecimento535X350[1].JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291716137866069362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 262px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_e7cwEOq37WY/SW_zymm1hXI/AAAAAAAAARE/Z-0o2hsxUcI/s400/esquecimento535X350%5B1%5D.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Eu não sinto mais notícias de meu mundo hoje.Abandonei minhas propriedades literárias,na pensínsula esquecida de Gibraltar.E vendi meus municípios voluntariados de idéias, pra alguma autoridade corrupta,positivamente bruta à se corromper por libras esterlinas.&lt;br /&gt;Na janela do meu quarto, o sol conversa com seus registros chispantes nos meus olhos,ele ainda não entendeu que eu me vendi.&lt;br /&gt;E nem me interessa sua rara beleza perfomática ou desconhecida,querendo ganhar alguma linha de contos,ou alguma essencialidade intérprete de testemunhos,abrigando-se como festas de interior na minha feia inspiração;nada disso,tudo é efemeridade triste,sem opções de evolução pra casa de meus dias desistentes.&lt;br /&gt;Vai,pode ir acusando suas ponderadas luzes sobre meu despertar,pessoalmente eu nem ligo pra isso,eu ligo é pros desejos que estão por lá fora,mas hoje estou com preguiça de literatura e natureza,e por cá;me reflito melhor na altura da cama com meus dois travesseiros azuis macios.&lt;br /&gt;Em nenhum momento,a curiosidade nunca se tornou tão ilegítima como agora,sim;a curiosidade&lt;br /&gt;(identidade da mãe invenção)-pronuncia seu rosto escuro,porque de minhas frases não se haverá nenhum.&lt;br /&gt;Nenhum vocábulo,ênclise,meridianos, e prosa oficial de espécimes,a ganhar sacudidelas de sentimentos e alma neste corpo.Estou fora de todas estas questões participativas,a única coisa que balança não é o berço,são meus pés, que se solidarizam com o nervosismo agressivo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Lá fora estão os episódios descritos,mas eu me vingo sendo várias páginas desfolhadas,e alego o canto para o humanismo cauteloso,estes que escrevam por mim,aqui dentro eu conquisto apenas batalhas de sono e lençol.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Frequentemente eu visito as bancas,mas hoje acima de tudo,fico agradecido com a confortabilidade internética.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Hoje não escreverei a minha relação com o mundo,nem as descobertas científicas,ou o último perfume que me deu tanto prazer,hoje apenas estarei na glória de um descanso,entregue o corpo num retrato de lamentos,pedindo pra que o sol apague suas idéias também...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;blá blá blá...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121787608831529170-1515099332777075016?l=cafeculturalecharutos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/feeds/1515099332777075016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121787608831529170&amp;postID=1515099332777075016' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/1515099332777075016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/1515099332777075016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/2009/01/eu-no-sinto-mais-notcias-de-meu-mundo.html' title='Amnésia'/><author><name>Jordan Duailibe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10012711984279240503</uri><email>jordanduailibe@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05537729289385334192'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_e7cwEOq37WY/SW_zymm1hXI/AAAAAAAAARE/Z-0o2hsxUcI/s72-c/esquecimento535X350%5B1%5D.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121787608831529170.post-5463056678961089188</id><published>2009-01-03T21:35:00.011-02:00</published><updated>2009-01-03T22:46:54.124-02:00</updated><title type='text'>Linguagem amorosa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_e7cwEOq37WY/SWAAH91j44I/AAAAAAAAAQ8/qJUC6Sor9Xw/s1600-h/casal-maos-dadas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287226099391259522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 292px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_e7cwEOq37WY/SWAAH91j44I/AAAAAAAAAQ8/qJUC6Sor9Xw/s400/casal-maos-dadas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;"Só em linguagem amorosa agrada,a mesma coisa cem mil vezes dita..."(Mário Quintana)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;Assim eu começo abrindo minha página sem tamanhas excepcionalidades,sim;porque compulsado por estas qualificações do namoro,ou do amor,nós nunca nos sentimos repetidos,pelo contrário;temos uma amabilidade sem contracapas,porque o elemento inevitável das palavras no salva disso tudo.Lembrei desta frase outro dia,tão simples e tão perfeita...O Mário Quintana da simplicidade invadiu minhas esquinas poéticas.É engraçado quando sempre perguntamos para o outro,todos os dias:-Eu já disse que te amo, hoje??-Sim,porque este 'hoje' nos remete a um novo dizer pra amanhã, e nunca é enjoativo,nunca;desembarca num quase privilégio imperativo de ser cobrado sempre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;As linguagens amorosas golpeiam o nosso coração taciturnamente,conquistando equilíbrio e alma,abrindo novas apresentações como invasão de propriedade,esmigalhando todas as janelas e deixando portas abertas para quem conquista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;Diria ainda que a linguagem amorosa,não ficaria apenas no berço da universalidade das palavras,mais iria muito mais além;um gesto pessoal e significativo,como um bom abraço de sensibilidades ou um aperto de mão explorador.Um olhar que cava pinturas na ótica,um modesto sorriso acontecido,a tranquilidade suave de um carinho abastecido no rosto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;Shakespeare sabia muito bem disso,e escreveu pra que Julieta falasse boa noite pra Romeu, até o amanhã.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;Apelido amoroso é também linguagem, palpita com as mesmas proporções limpas e inteligentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;Alguns chegam a soar ridicularmente,mas em matéria de linguagem amorosa,tudo agrada e tudo pode ser repetido cem mil vezes que nunca fica feio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;Um retrato na carteira,uma aliança,poema antigo depositado na gaveta,dedicatória em livro,batom guardado na agenda,rosa deixada no travesseiro,café pronto na mesa.Tudo,tudo e tudo são nossas preocupações de gênero,linguagens pessoais que se descobrem ensopadas na alma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;Debruçadas num único objetivo que é a linguagem amorosa ser dita cem mil vezes,sem nunca ser tediosa pelos ares.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;blá blá blá...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121787608831529170-5463056678961089188?l=cafeculturalecharutos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/feeds/5463056678961089188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121787608831529170&amp;postID=5463056678961089188' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/5463056678961089188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/5463056678961089188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/2009/01/linguagem-amorosa.html' title='Linguagem amorosa'/><author><name>Jordan Duailibe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10012711984279240503</uri><email>jordanduailibe@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05537729289385334192'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_e7cwEOq37WY/SWAAH91j44I/AAAAAAAAAQ8/qJUC6Sor9Xw/s72-c/casal-maos-dadas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121787608831529170.post-2737971782281616106</id><published>2009-01-03T13:54:00.004-02:00</published><updated>2009-01-03T15:15:03.958-02:00</updated><title type='text'>Auto-Retrato</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Ele nasceu assim,pouco importado e pouco importante,mais extremamente financiado em suas riquezas de fé.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Diga-se no filmezinho dos dias,que em materia de loteria ele era a exuberância e positividade de números.E que não existia azar,apenas a sorte pintaria no seu minuto mais azedo e triste.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Tinha preferência sempre por cafés de boteco.Pura desculpa desafeita, de conseguir copos generosos de cerveja,pelos amigos que em sua maioria duravam conversas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Seu pai um dia quis se perder na multidão,soltou-se de sua mão perseguido por militares, quando ainda criança;e nunca mais voltou.Não entendia como funcionava o poder,mas sabia precisamente explicar as repetições de fome.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;A mãe,um pouco mais tarde também fôra presa por suas contradições,no apartamento;enquanto que as autoridades com seus regulamentos políticos,destruíam tudo.Ele foi levado mais tarde pra um reformatório onde não tinha remédios,nem leituras,apenas pessoas que queriam lhe distribuir socos e abusar de seu corpo.Resolveu fugir dali com mais três,fingindo-se moribundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Foi morar na rua por anos e deixou a barba crescer,logo se descobriu artista;pintava alguns quadros pra sobreviver.Mais tarde conheceu a biografia de Van Gogh,através de um comprador. Ele também tinha: barba,nenhum dinheiro,e nenhuma mulher...Ficou mais feliz;era parecido com Van Gogh em muitos aspectos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Um dia quando pintava quadros lhe pediram documentos,ele disse que não tinha e foi preso por vadiagem,pensava consigo,mas como;vadiagem?Seria até um contraste,já que trabalhava arduamente pelas tardes,não entendia o que era ser vadio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Na prisão,não pintava,não jogava,não bebia,e novamente tentavam abusar-lhe do corpo,resolveu fugir daquele segundo inferno,aquilo não era vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Um dia foi chamado até a mesa do diretor da prisão,que também era um pintor amador,queria um quadro seu entre os livros jurídicos,resolveu fazê-lo.O diretor gostou tanto que o liberou,não precisava mais tentar fugir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;A sorte nunca foi prudente,também porque seu minuto mais azedo e triste nunca compareceu.Particularmente achava que ficaria rico póstumo,como Van Gogh;e nunca mais deu sinal de pensamentos,apenas gastava os seus pincéis com habilidade amadurecida...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;blá blá blá...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121787608831529170-2737971782281616106?l=cafeculturalecharutos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/feeds/2737971782281616106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121787608831529170&amp;postID=2737971782281616106' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/2737971782281616106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/2737971782281616106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/2009/01/auto-retrato.html' title='Auto-Retrato'/><author><name>Jordan Duailibe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10012711984279240503</uri><email>jordanduailibe@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05537729289385334192'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121787608831529170.post-4328618968096168184</id><published>2008-12-12T14:01:00.007-02:00</published><updated>2009-01-03T15:18:56.012-02:00</updated><title type='text'>Último encontro</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_e7cwEOq37WY/SUKduf7IrNI/AAAAAAAAAQ0/w_GXQWaGERE/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278955135400717522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 302px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_e7cwEOq37WY/SUKduf7IrNI/AAAAAAAAAQ0/w_GXQWaGERE/s400/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;O ônibus partia, revelando um abóbora quase apagado de sol pelas paisagens sistemáticas,no comprimido da face;as lâminas solares bloqueavam toda vista severa de tréguas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Do seu lado direito, um senhor português de camisa cinza bem aberta,comia pão com queijo,e jogava xadrez com outro rapaz.Uma senhora soberana de rugas,tentava inutilmente abrir a janela à sua frente.Tinha jeito de ter fino humor e trabalhar em gabinete.Levantou-se rapidamente de imediato e a ajudou.Lhe agradeceu com algumas expressões em francês, que não entendeu.Pensar que três horas atrás,desafiadoramente ele partia do Cantina da Lua,havia pedido um balde com cinco long necks,pretendendo um sorriso dela que não vinha nunca.Passeava os dedos de forma circular sobre as tampinhas abertas,esquecendo o tempo e aquela discussão polêmica de relações.O amor já estava tão gasto,seu livro  já completava quatro meses descontinuados,e aprendia a assassinar o pandeiro com certos tamborilamentos assustados.O pior é que no meio de toda aquela neurose perturbadora,ele ainda conseguia arrancar alguns episódios alegres.Uma &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;nouvelle vague&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;estranha,onde a doida felicidade;era sua própria liberdade amável de apelos.Entre este andar de turbilhões de frases degradantes,e raiva magra; ele decorava todo corpo com goles comportados,e levantava a bebida até a altura do medo feminino, como agradecimento antecipatório,como pavimento de respostas de críticas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Ele nunca quis insistir em nada,apenas queria tomar notas em um caderninho e escutar Duke Ellington pela madrugada.Nem mesmo sabia o que ainda fazia por ali,achava que esperava as suas duas últimas garrafas que ainda sobravam no gelo.Dali, seguiria os caminhos de quilômetros pra adiante,faria um documentário e se hospedaria em alguma pensão barata de interior.O vocabulário faminto aos poucos acabava,ficava apenas a expressão séria dela,meticulosa,escrita em toda sua face e frialdade de mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Não queria esperar por mais nada.Carregou o balde consigo,jogou duas notas amassadas na mesa sem pressa,e seguiu pro ônibus...Primeira parada seria Gramado,e depois,quem saiba;Paris?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;blá blá blá...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121787608831529170-4328618968096168184?l=cafeculturalecharutos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/feeds/4328618968096168184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121787608831529170&amp;postID=4328618968096168184' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/4328618968096168184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/4328618968096168184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/2008/12/ltimo-encontro.html' title='Último encontro'/><author><name>Jordan Duailibe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10012711984279240503</uri><email>jordanduailibe@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05537729289385334192'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_e7cwEOq37WY/SUKduf7IrNI/AAAAAAAAAQ0/w_GXQWaGERE/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121787608831529170.post-4929530024757672446</id><published>2008-12-02T19:11:00.009-02:00</published><updated>2008-12-12T15:27:09.123-02:00</updated><title type='text'>Domingo fatalista</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_e7cwEOq37WY/STXDz-X7cAI/AAAAAAAAAQs/8eJXNXUep8Q/s1600-h/2142860.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275337836218511362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_e7cwEOq37WY/STXDz-X7cAI/AAAAAAAAAQs/8eJXNXUep8Q/s400/2142860.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#66ffff;"&gt;Foto:Rodolpho Oliva&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhares.aeiou.pt/utilizadores/detalhes.php?id=103842"&gt;&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;http://olhares.aeiou.pt/utilizadores/detalhes.php?id=103842&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Inconscientemente aceitava toda aquela ordem de trilhos magros e antigos; serpente férrea de estradas que levava pra Santa Teresa.Era um passeio mais do que de favores,naquele gancho de Éden que poderia casar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Tinha a frivolidade costumeira de pegar carona sempre em pé,portando bermuda jeans e chinelos,percebendo por debaixo dos pés;as pessoas tocando pernas pelos Arcos da Lapa.E toda aquela terra truncada e bruta sob as pedras,correrem rápidas.A serenidade fina de chuva se recolhia empertigada; ante os matos e prédios que fazia fila nas visões.Zéfiros repartidos agarravam-se aos cabelos,e guinchos desafinantes e finos nas curvas, cesciam odiosos nos ouvidos.A ferrugem chamativa do Bondinho,era tão irmã do seu nostálgico;que não via diferença alguma entre uma e outra.Os bancos duros de madeira cerrados,a familiaridade adquirida de casarões e bares,o discurso de obras influentes montadas na sombras das ruas inquietantes,tudo era convite e passagem pra seus cantos vagos.Descia na maioria das vezes pelo largo dos Guimarães aos domingos,murmurando frases preguiçosas e encontrando o bar do Mineiro mais à frente.Beberia algumas por lá pra espalhar tristezas e após,assistiria uma sessão no Cine Santa,sua igreja íntima de bairro...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Ali trocaria opiniões severas,desforrando o vozerio acanhado e faminto pelos paralelepípedos e sobrados altos,entre cadeiras de terceiros, e feijoadas regadas na tarde.Entre cachaças e batidas,felicidade de idosos e novos.Por fim,as curvas magríssimas manchariam à sua noite na volta,varreduras de saudade romanceariam seu peito de costumes,fortunas sociais lhe acomodaria as dores,poetas e pratos esparsos; como vagos...Remorsos vindouros que informarão mais tarde no soletrar vizinho de sua língua...O nome de seu lugar mais amado e guardado...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;blá blá blá...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121787608831529170-4929530024757672446?l=cafeculturalecharutos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/feeds/4929530024757672446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121787608831529170&amp;postID=4929530024757672446' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/4929530024757672446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/4929530024757672446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/2008/12/domingo-fatalista.html' title='Domingo fatalista'/><author><name>Jordan Duailibe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10012711984279240503</uri><email>jordanduailibe@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05537729289385334192'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_e7cwEOq37WY/STXDz-X7cAI/AAAAAAAAAQs/8eJXNXUep8Q/s72-c/2142860.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121787608831529170.post-8051229360393849136</id><published>2008-11-07T14:37:00.003-02:00</published><updated>2008-11-29T19:26:32.771-02:00</updated><title type='text'>Amanda</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_e7cwEOq37WY/SRRvsYGnVUI/AAAAAAAAAQk/MwSw_vQlObk/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265956672478074178" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 357px; CURSOR: hand; HEIGHT: 290px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_e7cwEOq37WY/SRRvsYGnVUI/AAAAAAAAAQk/MwSw_vQlObk/s400/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;Marcelo adentra a cozinha receoso...E paulatinamente avesso a todos os  seus pensamentos frios.Uma conversa embebida em: passados,prosas niilistas nietzschianas,doses de uísque que cavalheiresco;derrama goela abaixo,fazendo com que seu humor dúbio,percorra giratório à outros sentimentos.Tateia o bolso da camisa branca,numa tentativa neutra e inútil de tentar achar seu isqueiro,que nunca irá ser encontrado.Não sabe aonde deixou o fogo,nem sabe também onde deixou o seu heroísmo traído, naquela manhã.Pensa que deve ter esquecido na casa do Raul;após uma orverdose coletiva de disco dos Beatles madrugada afora.Amanda ainda não ligara,talvez nunca mais ligue,pensa assim e aceita.Acende o cigarro de forma estratégica na boca do fogão.Dá uma baforada desconfiada e insana,deixando resquícios de fumaça subirem pelo cantos da parede.A mão trêmula tenta segurar uma garrafa d'água.Marcelo sabe o quanto a sua boca está amarga,amargo como a água que lhe estala na língua.Como o café que saboreia profundo e de repetições.Abre a janela e percebe o dimensionalismo do sol responder por detrás de três prédios conhecidos.Ele mora no quarto andar do Edifício Chicago.Os carros abaixo se entrecortam assassinos,e um engarrafamento orquestrado de vidro e ferro são mesclados à xingamentos intermináveis nos segundos para o trabalho.Amanda não vai ligar.O pensamento só opina sexo,nada mais do que isso.A última trepada fôra na sala,com seus pais dormindo,num final de festa que inspirava adrenalina,gemidos,e um prazer rápido e parasita do orgasmo.Transava de frente para o retrato de família,com a mãe abraçando os quatro garotinhos pequenos com sorriso nos lábios.&lt;br /&gt;Ligou a tv e deixou alto o volume, passando o clipe de 'Cruising with Ruben &amp;amp; the Jets' de Frank Zappa.Abriu a geladeira mas só encontrou comida congelada,tempos também qua a casa não estava arrumada,decididamente tinha que contratar uma empregada.Devo ou não ligar??Ficava assim copioso de dúvidas.Sabia que se ligasse ela marotamente desconversaria,ou desligaria o telefone na sua cara.Ele também já vaticinado de relacionamentos,sabia que o orgulho lhe caía muito bem em questão.&lt;br /&gt;Acabaria seus dois cigarros da manhã,bebericaria outra dose e desceria de bermuda brim pra comprar jornal.Lembrava apenas daquela voz, lhe amassando as orelhas numa melodia caminhante, acovardando o frágil coração.E de como guardava as mãos naqueles seios,duas laranjas maduras no espaço.Seus dentes aprisonando o concreto da pele,seus carinhos que na fronte ausente e assustada,sabia identificar todo o caminho dos dedos.Ia mais tarde encontrar-se com os amigos,matar a ferida da tristeza se protegendo por copos e papos de cinema e política.O dinheiro estava curto mas a amizade nunca deixava faltar copo vazio.Na madrugada ao voltar pra casa,sabia que expulsaria este arranjo de orgulhos no peito,e um telefonema entre tropeços da mente faria... &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;blá blá blá...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121787608831529170-8051229360393849136?l=cafeculturalecharutos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/feeds/8051229360393849136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121787608831529170&amp;postID=8051229360393849136' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/8051229360393849136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/8051229360393849136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/2008/11/amanda.html' title='Amanda'/><author><name>Jordan Duailibe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10012711984279240503</uri><email>jordanduailibe@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05537729289385334192'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_e7cwEOq37WY/SRRvsYGnVUI/AAAAAAAAAQk/MwSw_vQlObk/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121787608831529170.post-8569531309509508386</id><published>2008-10-31T19:16:00.005-02:00</published><updated>2008-11-03T11:16:48.413-02:00</updated><title type='text'>Fidelidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_e7cwEOq37WY/SQuAbRA3adI/AAAAAAAAAQY/JY108RWDJoU/s1600-h/mÃ£os.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263441795424414162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 332px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_e7cwEOq37WY/SQuAbRA3adI/AAAAAAAAAQY/JY108RWDJoU/s400/m%C3%A3os.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Um silêncio miserável e corriqueiro reina e desorienta meus olhares pela sala velha.Todos estes meus canteiros de sexta-feira não afligem e nem concebem.Surge um fulminante saudosismo encarando minha face, como de um inimigo doméstico e antigo.E eu,personagem destas tantas sintonias memoráveis,começo a espalhar uma sequência de vinis sobre a mesa,como consolo,como resquício de notas no papel.Cada um avançante ao meu ouvido,e aos gritos e votos que o coração um dia já ficou preso.Percebo que a vida nem sempre pode ser decente,e ao lado;estampado na parede branca fria das dúvidas,associo as fotos em preto e branco, numa política sensibilizada dos olhares.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Sim; ali são pessoas que conheci,com seus sorrisos aliviados e queridos,memórias polidas em abraços pétreos,com suas histórias esfomeadas,pendurando o desanuviado das idéias escandalizadas, à poucos centímetros de mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Hoje não sairei,não girarei a maçaneta da saída.Ficarei com o gato e o resto do jantar,e alguns cigarros que gargalham comigo por conta.A linha paralela de vidas,lembra-me umas destas vanguardas européias,uma película frágil de Fritz Lang amadurecida.Hoje calarei os meus gostos na cerveja amarga,e sei bem onde enfiar a minha cara,pois a cama mora ao lado.Nunca a tristeza se pronunciou tão bela,e tão graciosa,das atenções que o tempo não mostrou.Abro a janela e murmuro bem baixo na cadeia dos ventos descontentes.Fico monologando manchas de meus avessos às árvores que se sacodem entre prédios.E talvez minha alma,dor medonha roliça;abra estas várias portas fechadas da consciência,que eu mesmo quis ausentar,mas nunca deixei de concluir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Na prateleira,vértebras de romances que nunca mais li...Meus diminutos dedos atravessam um rascunho rápido na adversidade,uma tensão tortuosa embebida na roldana de desafetos,porque sei que mais tarde tudo irei esquecer...Os que sentirem minha falta;vizinhos de minha ausência surgirão.Mas até aí  eu já estarei bem preparado...Negociando vinis e cervejas para todos que puderem encarar o plantão da madrugada...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;blá blá blá...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121787608831529170-8569531309509508386?l=cafeculturalecharutos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/feeds/8569531309509508386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121787608831529170&amp;postID=8569531309509508386' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/8569531309509508386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/8569531309509508386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/2008/10/fidelidade.html' title='Fidelidade'/><author><name>Jordan Duailibe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10012711984279240503</uri><email>jordanduailibe@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05537729289385334192'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_e7cwEOq37WY/SQuAbRA3adI/AAAAAAAAAQY/JY108RWDJoU/s72-c/m%C3%A3os.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121787608831529170.post-5728974812426536181</id><published>2008-08-28T13:31:00.005-03:00</published><updated>2008-08-28T14:36:53.353-03:00</updated><title type='text'>Janela de histórias</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_e7cwEOq37WY/SLbhS-TEVuI/AAAAAAAAAL8/Jes1lQP_TN4/s1600-h/velha+janela.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239622932569020130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_e7cwEOq37WY/SLbhS-TEVuI/AAAAAAAAAL8/Jes1lQP_TN4/s400/velha+janela.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Em todas as suas verdades, ele nunca acreditou ou se apegou a uma religião convicta,apesar de ter sido criado em colégio de padres.E perceber veemente as velhas beatas que passeavam com seus coros coletivos, como enxame enfurecido; se emaranhando como posse fria pela coletividade da cidade, com suas cristandades de rezas e velas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Seu jeito mínimo e festivo,afastado do letrado dos doutores de capitais,é que lhe fazia mais importante na linguagem, e na importância da terra que amava.Lá e somente lá;a aldeia de idéias e governo,poupavam seus calibres rotineiros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Tinha suas desilusões maliciosas,que se arrastavam como veneno antigo pelas veias azuis dos braços;e desembocava tudo nas profundezas da alma e passado.Amou umas três mulheres na vida,uma delas fora uma castelhana de traços renascentistas,e fala rápida.Foi o melhor gosto na boca vazia que brincou.Hoje condena os lábios com seu tabagismo desobediente,e esmaga a solidão com vários destilados apressados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Da janela observa tantas manhãs belas e cobiçosas e inaugura a língua com café forte no quintal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Os filhos unicamente cortaram a grandeza de estradas à procura de serviço,procura de renovação de progresso, e soube de seus andares que se sumia ao largo, pelo quadrado rugoso que não entendia enigmas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Na simplicidade campestre pelejava com seus abismos,com as saudades confessionais e líricas que respingava lágrimas na camisa.Sabia de seus pontos fracos e suspiros,sua época modelo de sonhar enamorado à volta dos filhos,e quem saiba um neto risonho e sonoro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Na mesa velha guarda uma carta virgem, com segredos de letras e fonemas que não distingue,combinando com o luzir de vela na escuridão do quarto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;São frases infernais que lhe sufocam o sono... E não existe ninguém ali por perto, nenhuma alma viva sequer, a atravessar sua janela; e lhe salvar de todas estas desgraças combalidas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;blá blá blá...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121787608831529170-5728974812426536181?l=cafeculturalecharutos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/feeds/5728974812426536181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121787608831529170&amp;postID=5728974812426536181' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/5728974812426536181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/5728974812426536181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/2008/08/janela-de-histrias.html' title='Janela de histórias'/><author><name>Jordan Duailibe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10012711984279240503</uri><email>jordanduailibe@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05537729289385334192'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_e7cwEOq37WY/SLbhS-TEVuI/AAAAAAAAAL8/Jes1lQP_TN4/s72-c/velha+janela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121787608831529170.post-5767161535587326927</id><published>2008-06-09T23:20:00.002-03:00</published><updated>2008-06-09T23:28:24.598-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_e7cwEOq37WY/SE3lZyIl5oI/AAAAAAAAALk/jsihtE_1J3c/s1600-h/selo2rr0.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210072575054833282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_e7cwEOq37WY/SE3lZyIl5oI/AAAAAAAAALk/jsihtE_1J3c/s400/selo2rr0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;Selinho fornecido pela Mariana,pessoa amiga... e no seu melhor ditar :"Pensadora compulsiva com uma imaginação sem limites..."Fico muito agradecido pelo carinho,e eis que colo aqui...Valeu...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;blá blá blá...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121787608831529170-5767161535587326927?l=cafeculturalecharutos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/feeds/5767161535587326927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121787608831529170&amp;postID=5767161535587326927' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/5767161535587326927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/5767161535587326927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/2008/06/selinho-fornecido-pela-marianapessoa.html' title=''/><author><name>Jordan Duailibe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10012711984279240503</uri><email>jordanduailibe@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05537729289385334192'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_e7cwEOq37WY/SE3lZyIl5oI/AAAAAAAAALk/jsihtE_1J3c/s72-c/selo2rr0.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121787608831529170.post-2775857075339607780</id><published>2008-06-06T03:17:00.009-03:00</published><updated>2008-06-07T02:22:42.635-03:00</updated><title type='text'>Maior que o mundo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;Carlos não conseguia estudar seu mundo.Pelo vidro frontal do carro sujo;caía uma manta consciente de águas proveitosas,como que estirando rios sob seus olhos, e que generalizava uma comunicação baixa e absurda de outras buzinas avessas;cortando palavrões arruinados no habituado de relâmpagos da noite.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;Carlos comprou cinco vinis,sendo três dos Caetano e dois do Papete no Eric discos na rua Artur de azevedo 1813.Ficou emocionalmente feliz quando "Vaca profana" tocou no rádio,e tamborilando com os dedos diferentes e morenos cantava:"Respeito muito minhas lágrimas,mas ainda mais minha risada...inscrevo, assim, minhas palavras... "lembrava que havia acabado com Carla há um mês,e a risada ainda lhe consumia cheio de toques conversantes...e para seus pais 'la mala leche para los "puretas"' Carlos era mais um menino comum,que vivia a erva no seu carro,e deixava desabafar a fumaça e redação de suas vergonhas pelos bancos,e não entendia porque era criminoso."Meu mundo Thelonius Monk`s ..."E onde buscar Thelonius, que é tão difícil de encontrar??Ele sabia o quanto era difícil achar Thelonius;como o álbum branco dos Beatles...Na mala do seu carro estava a guitarra amarela e tentava compreender desinteressado o porquê do fim da banda.Marlos de cabelo pixaim, considerou a diplomacia no Itamaraty como melhor saída,ainda naquele dia viajaria pra Brasília e se aplicaria diplomata como Vinícius.Lúcio aceitou o emprego de diretor artístico na Odeon,o seu emprego de teclados era mágico.Armando faria conferências linguísticas no Chile,todos de bem com a vida e com seus projetos individuais;e Carlos odiava todos estes planejamentos individuais tremendamente.Odiava mortal como um reles mortal.Em casa lhe esperava cervejas baratas e alguns cigarros sensibilizantes.E lembrava de Drummond:"Carlos, sossegue, o amor é isso que você está vendo: hoje beija, amanhã não beija, depois de amanhã é domingo ..."O problema é que Carlos estava tanto tempo sem beijar Carla e nenhuma outra mulher,e isto era chato demais...Passou pelo prédio dela,conversou com o porteiro,deixou uma rosa vermelha e pediu pro porteiro não revelar o nome de seu admirador secreto...Foi embora sem maiores dizeres...Abafou gestos e lágrimas sensatas no sol da manhã.No quinto andar Carlos viu uma luz acesa e sabia que era Carla,ela também não havia dormido,talvez acabando sua tese de morfologia costeira em Oceanografia...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;Queria muito beijá-la,ser menino na suas mãos mais tenras e estudadas.Ser garoto com suas piadas sem graça e chatas.Mas que sabia que Carla riria inconstante e isto bastaria pra ele somente...Carlos queria amar todas as mulheres impossíveis,mas entendeu que mulheres impossíveis seriam chatas demais pra ele...E deu valor maior pelo casamento das retinas que; rapidamente cobririam tanto seu coração de homem,tanto suas comoções descompostas,que isto lhe aliviaria seguidamente por muitas horas.A banda persistiria mesmo que fosse feita por um homem só;Carlos estava tão motivado,melhor até do que seu pai que fora um poeta fracassado,Carlos entendia que mesmo bêbado e amparado de emoções...Sua vida era outra:Eu não devia te dizer mas essa lua,mas esse conhaque,botam a gente comovido como o diabo... E Carlos foi mais vasto que todo o mundo...E mandou todo mundo se danar...Porque naquela manhã solaria eterno e satisfeito na cama...E não teria ninguém que o impedisse...&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;Pra quem quiser entender melhor o que eu digo:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;&lt;a href="http://musica.busca.uol.com.br/radio/index.php?ad=on&amp;amp;ref=Musica&amp;amp;busca=vaca+profana&amp;amp;param1=homebusca&amp;amp;q=vaca+profana&amp;amp;check=musica"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;http://musica.busca.uol.com.br/radio/index.php?ad=on&amp;amp;ref=Musica&amp;amp;busca=vaca+profana&amp;amp;param1=homebusca&amp;amp;q=vaca+profana&amp;amp;check=musica&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;blá blá blá...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121787608831529170-2775857075339607780?l=cafeculturalecharutos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/feeds/2775857075339607780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121787608831529170&amp;postID=2775857075339607780' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/2775857075339607780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/2775857075339607780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/2008/06/maior-que-o-mundo.html' title='Maior que o mundo'/><author><name>Jordan Duailibe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10012711984279240503</uri><email>jordanduailibe@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05537729289385334192'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121787608831529170.post-8480885264743366866</id><published>2008-05-05T19:37:00.007-03:00</published><updated>2008-05-07T02:43:12.711-03:00</updated><title type='text'>O novo começo de andanças...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;(Dedicado a &lt;span style="color:#99ffff;"&gt;Tati,Mary West e Mariana&lt;/span&gt; pelos carinhos depositados.O trio "MA-MA-TA"(risos)sem as caracterizações de Brasília aí exercitados).E Lya luft,mulher de extrema força feminina que admiro.Segue um trecho de seus dizeres que amo:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;"Não existe isso de homem escrever com vigor e mulher escrever com fragilidade. Puta que pariu, não é assim. Isso não existe. É um erro pensar assim. Eu sou uma mulher. Faço tudo de mulher, como mulher. Mas não sou uma mulher que necessita de ajuda de um homem. Não necessito de proteção de homem nenhum. Essas mulheres frageizinhas, que fazem esse gênero, querem mesmo é explorar seus maridos. Isso entra também na questão literária. Não existe isso de homens com escrita vigorosa, enquanto as mulheres se perdem na doçura. Eu fico puta da vida com isso. Eu quero escrever com o vigor de uma mulher. Não me interessa escrever como homem."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;Da janela se via uma mistura de céu borrado-cinza-desnutrido,cortando-se fora pela clandestinidade das árvores que acolhiam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;As estrelas chispantes e calmas invadiam o quarto escuro de Saulo.Chegava o final de ano da oitava série no colégio Mackenzie e uma festa era prometida na sua casa.Na sombra assistida da tv colorida;dois corpos exibidos sem casca,se aproximavam num batalhão de vergonha e adrenalina constante pelos cigarros.O ano que se passava era 1986 e ele escutava claramente o ritmo de Billy Idol presente no salão abaixo&lt;em&gt;:"Oh, oh, oh dancing with myself Oh, oh, oh dancing with myself If I had a chance, I'd ask one to dance If I had a chance, I'd ask one to dance ..."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;Os corpos se despencavam em: agitação,dança, e suor na rodinha reconhecida de amigos.Risadas catapultadas de humor e cerveja seguravam a essência doméstica da jovialidade nos pés.Márcio e Marcos eram responsáveis pelas batidas de maracujá que nunca deixavam a cozinha.Os corpos ou copos eram servidos por ali mesmo, o melhor canto para azaração da casa.Xampú descobria suas qualidades de DJ no toca-discos dos pais de Saulo,e ameaçava tocar Joplin para o delírio enviesado dos bêbados nos sofás que aplaudiam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;Os pais de Saulo eram empresários que mexiam com negócios em Brasília, sucumbindo projetos e trajetos intermitentes, pelos blocos da Asa Sul.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;Os beijos mais sinceros se cumprimentavam como analgésicos para o nervosismo,para a lista séria de argumentações de Bárbara,do porquê daquilo ser tão gostoso como vinho no inverno.Saulo ia percebendo seu coração se latejar dominante com a novidade,reunindo risos constrangidos;espera de mais um toque lhe transformar a pele.Sentiam-se entusiasmados e provocantes no conforto dos olhos, que ora um e outro,bobos pela paixão da conquista sabiam bem representar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;Já haviam planejado tudo:dia,local,hora,festa,saída dos pais,convite de amigos,bebidas,som,bagunça e vivência de perigos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;Saulo deslizava os lábios pelas pernas de Bárbara,que precavida recusava um pouco,e mais tarde deixava ver sua penugem,um adocicado detalhe do sexo que ele amava explicitamente.Xampú rolava um Dan Hartman no capricho(I can dream about you)-bem alto:&lt;em&gt;"I can dream about you, i'm gonna press my lips against you and, hold you tight to me. I can dream about you. You know you got me spellbound what else can it be Moving sidewalks. I don't see under my feet Climbing up from the pain in my heart 'cause it's you that I need...." &lt;/em&gt;Assobios rondavam perto do DJ,um grito perfomático de quem gostou na escada...Alguns giros ensaiados tentando imitar o quarteto americano negro...Saulo tinha agora a calcinha nas mãos,e todas as sensibilidades nos dedos.E rompia enfim com seu vínculos de virgindade que lhe perseguiu por uma década.Os dois se colavam em perfumes diferenciados,deixando o ardido do êxtase vir como notícia boa.Casais descobertos procuravam mãos e quadris para acompanhar a letra da música.Nada de preocupações,nada de ser adulto.As férias de fim de ano logo se recolheriam rápido e aí viria: vestibular,carreira,emprego...tantas coisas pra se pensar...Mas ali o espaço era infinito e a música era calma,não tinha que se pensar em nada disso,apenas aproveitar a atmosfera de contentamentos pelo aparelho que tocava.E as bebidas que os gêmeos ofertavam.Saulo seguia obediente,com certos cuidados que Bárbara pedia,pronunciando conselhos e explicações na umidade de andanças na cama.Saulo se lembra a primeira vez que viu Bárbara,ela jogava handball no ginásio do colégio e ficou encantado por sua beleza,pelo seu sorriso,pela cara que fazia na defesa estranha do gol.Pela mordida no lábio inferior toda vez que a bolava entrava.Agora Saulo entrava no paraíso,cercado de passarinhos tristes e ele sabe como é o canto dos passarinhos tristes.Se deita ao lado e percebe a responsabilidade comovida pelo orgasmo.Agora entende os poemas e os fortes descasos dos poetas que choram.Agora acoberta outra família calma no peito,estranha no começo;mas bem aceitável ao coração.A escola começará de novo,e logo se enfrentará novas notas,novos amigos e professores.Cantará Química do Legião, e fumará escondido e desesperado pelos corredores da escola, sem que os monitores o ameacem pegá-lo.E quanto a Bárbara!Ah! Você Bárbara...Você é tão bárbara...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;blá blá blá...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121787608831529170-8480885264743366866?l=cafeculturalecharutos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/feeds/8480885264743366866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121787608831529170&amp;postID=8480885264743366866' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/8480885264743366866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/8480885264743366866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/2008/05/o-novo-comeo-de-andanas.html' title='O novo começo de andanças...'/><author><name>Jordan Duailibe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10012711984279240503</uri><email>jordanduailibe@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05537729289385334192'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121787608831529170.post-8257681360059764416</id><published>2008-04-20T21:33:00.005-03:00</published><updated>2008-04-21T15:25:43.280-03:00</updated><title type='text'>Manhã de outuno</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Há certo tempo escrevi este texto... E faço questão de colocá-lo aqui, com algumas alterações que achei melhor reproduzir...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;&lt;br /&gt;Naquela manhã de domingo outonal, chovia um torrencial sem fim.Os zéfiros intranquilos varriam folhas nas escadas tristes. Cascatas de águas combativas corriam grossas lá fora; submissas criaturas ao controle das curvas nas calçadas. Serpente espumosa cinza se desdobrando: vasculhando sarjetas desavisadas, jornais de datas passadas, e lixos residenciais esquecidos nos canteiros de becos.&lt;br /&gt;Os galhos eram senhores de músculos maduros, sacudindo violentos os seus ramos como se dissessem adeus. Inúteis acenos rasteiros chegando até a janela azul do meu quarto. Os sons de buzinas de carro vinham gravíssimos, catapultavam impurezas de sons pelas frestas das madeiras envernizadas. Parecia que nada de estranho naquele dia soaria diferente para mim.&lt;br /&gt;Só que aos poucos, um vislumbre estranho dos diabos foi censurando-me naturalmente,eu sentia isso,sabia disso. E me nascia um refrão perturbador debaixo dos lençóis; remoendo-me borboletas ariscas na barriga.&lt;br /&gt;Por todos os dias que vivi até ali, naquela choupana magra à margem do rio; meu pai sempre era o primeiro a acordar,e logo ia varrendo a casa,e varria alto, e cantava alto,e mexia no som procurando estações como desculpa, pro nosso despertar rápido.&lt;br /&gt;Adorava cantar certa canção conhecida de meu avô que não conheci e que; puxava de ouvido quando a vitrola começava a rodar, e saía um ruído farto; preenchendo todas as escadarias da casa salmão.&lt;br /&gt;A voz de barítono e suas paixões explodindo dentro; um grave certo nos pulmões soltos, chegando até aos meus ouvidos,até os meus sentidos.No que tinha de mais promissor no coração morto.&lt;br /&gt;E nervosamente de camarote, aplaudia em silêncio o velho.&lt;br /&gt;Mais isto não veio. Nem veio nada daquele jeitinho manhoso de chegar até meu quarto,com os pés leves. Não veio aquele abrir de porta que rangia seco, bem atencioso, incursionando pernas rápidas e abertas.&lt;br /&gt;Cobrando-me por fim e infiltrante, o bom dia caprichado dos dias que não negava.&lt;br /&gt;Ele estirava sempre um pouco a nuca queimada assim, bem pra cima,a nuca rosada;para que eu pudesse me agarrar bem forte ao seu tronco, e sentir o cheiro de &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;English Lavander&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;"&lt;/span&gt;que se transpirava fácil da gola, a nuca toda cheirosa.A barba me arranhando leve e sussurrando ‘bom dia filhinha’ isso veemente adorava.&lt;br /&gt;Mas nada disso acontecia naquela manhã, e tudo em mim me deixava nervosa, e tudo revoltava,e meus olhos sem respostas,sem direção; perseguiam desenhos imaginários na parede.Por que tanta demora?Por que não varreu a casa,nem jogou um disco na agulha?? Existia somente o vazio, e ele se crescia por toda cama, pelas roupas sujas, nos móveis brilhosos, nos azulejos desfigurados frios do chão.&lt;br /&gt;Minha mãe assava carne na cozinha, e o cheiro que me chegava até às narinas convidou-me pra resolver o mistério paterno.&lt;br /&gt;Saí do quarto em camisola ainda, segui clandestina para o interior da suíte, e para a minha surpresa ele estava lá; dobrando peças e peças de roupa, acomodando-as todas numa mala azul, que ficava debruçada ao lado da cama.&lt;br /&gt;A primeira coisa que fiz foi berrar o seu nome, e mais tarde de forma robótica e sem fôlegos, lançar-me aos seus braços, achando de novo minha fortaleza.&lt;br /&gt;Seus olhos; marejados de algo que não entendia, espiava serenamente a minha pessoa. E num rastro de quase mudez declarou que iria viajar, mas voltava,prometeu.&lt;br /&gt;Viajar, eu adorava viajar, meu pai me contava tantas coisas dos lugares,e eu batia tantas fotos,disse que iria também com ele... Mas ele acenou negativamente com a cabeça, e quando ousei furtiva montar minhas peças na malinha rosa que havia me dado de aniversário no verão passado; falou bem alto, e disse que era pra deixar isso pra lá, ou ia dar-me uns safanões pela desobediência.&lt;br /&gt;Depois disso esfriou a cabeça.Pegou na minha pequena mão quente, e fez-me segui-lo até a porta.Mais tarde se agachou e beijou minha testa, olhou-me nos meus olhos apenas... Acariciou o meu rosto,e nada mais...&lt;br /&gt;E saiu a cantarolar do mesmo jeito que sempre gostava, descendo ladeira abaixo com sua sombra grande, sem ter dito um tchau à minha mãe.&lt;br /&gt;Corri apressada até as saias dela, e derrubei vozes dizendo que queria meu pai de volta, que não viajasse para outro lugar,que nós fôssemos com ele.&lt;br /&gt;Ela na sua emoção fria nada disse, oculta; fechada,chorou por dentro e continuou o trabalho na cozinha, como se nada daquilo ali tivesse acontecido.&lt;br /&gt;Depois daquele outono, nunca mais o nome de meu pai fora tocado na mesa, aliás; era terminantemente proibido de expressá-lo no recinto.&lt;br /&gt;Algumas vezes cheguei a sonhar com ele cantando pra mim, pausado e bem forte. Daquele mesmo jeito terno que investia letras.Às vezes achava que meu pai iria buscar-me pra viajar,e sorridente; arrumaria a minha malinha nervosamente.Mais nada disso aconteceu por anos ... Quando eu contava então com quinze primaveras; a surpresa veio.E caminhamos viçosos e de soluços, sem idéias pra entender propriamente as razões da vida,do porquê de tudo aquilo,deste apagar tão forte da afetividade.E sorrimos sem sentido,e tivemos várias tardes boas nos verões.E meu pai pediu pra guardar segredo de tudo isso,sem direito a argumentações.E após,cumpriu com outras estradas.&lt;br /&gt;Um dia minha mãe morreu e com ela levara o segredo da ausência dele. Nunca o perdoou por isso. Nunca perdoou seu afastamento.&lt;br /&gt;Hoje revisito a casa em que morei a vida toda, depois de doze anos passados.&lt;br /&gt;E diante de tantos móveis empoeirados e roídos, a vitrola ali quase invisível; coberta por uma flanela rosa, espera complacente que alguém a toque novamente.&lt;br /&gt;Um disco.Uma música.E a saudade perdida embriaga-se nos meus ouvidos. Curiosamente atinge todas as escadarias, e morre no quarto pequeno de bonecas acima, que ainda espera o sol sair após a chuva.&lt;br /&gt;Uma segunda voz parece visitar o lar, olho para trás, e disparo coração às pressas, para o tronco do imenso homem de terno e gravata que chega com o sorriso amarelado.&lt;br /&gt;E eu ainda imóvel, tentando associar palavras no elo perdido de mim, fico apenas a observar.Vem com o velho perfume que enfim me cicatriza a agonia secular.&lt;br /&gt;Remetendo frases de velhas e boas esperanças perdidas ‘Bom dia minha filhinha...’E tudo dentro da casa,vai me remoçando perdidamente pelas veias... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;blá blá blá...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121787608831529170-8257681360059764416?l=cafeculturalecharutos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/feeds/8257681360059764416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121787608831529170&amp;postID=8257681360059764416' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/8257681360059764416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121787608831529170/posts/default/8257681360059764416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/2008/04/manh-de-outuno.html' title='Manhã de outuno'/><author><name>Jordan Duailibe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10012711984279240503</uri><email>jordanduailibe@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05537729289385334192'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>16</thr:total></entry></feed>